Experiências da vida que nos cabe

Apresentamos SETE VENTOS em Porto Alegre nos dias 09 e 10 de dezembro. Foram duas noites maravilhosas, mas a apresentação no Ilê foi uma benção e a realização de um desejo.

Após a apresentação a equipe entrou de férias do espetáculo e eu segui para a cidade de Dakar, no Senegal. Lá, participei junto com a Cia dos Comuns do III FESMAN- Festival Mundial de Arte Negra. O Brasil foi o país convidado e por isso encontramos vários amigos.

A experiência de pisar na África é incomparável e necessária a qualquer negro. Lá é onde a ficha cai.

No Senegal me sinto entre os meus.
A diáspora invertida rumo aos meus irmão de cor.
Me vejo nas ruas, nas páginas de revista, nos cartazes e na arte.
No comercial de café o negro não aparece amassando os grãos como escravo.
No comercial de café, o negro aparece saboreando o café.
Na TV ele não é o servo, ele é o dono da casa.
No Senegal o negro faz parte.
Aqui o negro está em toda a parte e não somente na periferia.

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O mar da África é natureza e memória.
O mar da África é a saudade dos meus antepassados retornando da América.

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