não contato

E porque temos o medo e o ego deixamos de lado aquilo que mais importa. Conquistamos e largamos, provamos e esquecemos, queremos e depois deixamos passar. É como se olhar nos olhos do outro denunciasse quem somos, como se nos desnudasse e nos pusesse em perigo. Ficar nu em corpo substitui, nesses tempos de transitoriedades e sensações, a verdadeira experiência do encontro, nos esconde do outro e de nós mesmos. Fazer sexo de olhos fechados não nos deixa entrar nos olhos do outro e nos preserva. Nos nossos olhos ninguém vai entrar. Olhos fechados, coração fechado, alma fechada. Lavamos nossas mãos da consequência de termos atraído o outro por medo de sermos atraídos, de sermos olhados. O corpo nu desvia o olhar do outro para o que realmente importa e a troca que poderia durar por séculos e/ou vidas, se resume a um segundo de gozo.

Me lembro agora de um verso de Saint Expéry

“ACASO

“Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. “

(Antoine de Saint-Exupéry)

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