Sete Ventos pelo Brasil e Mundo

Status: Estamos postando.

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Terminado o carnaval, hoje estamos fazendo o que fazemos desde o dia 24 de outubro de 2015, um dia após o lançamento do livro Sete Ventos: estamos postando. Pois é, o livro de Sete Ventos ganhou as estrada, os ares, já cruzou o Brasil, as Américas e o Atlântico. Hoje, além do Rio de Janeiro e outros estados brasileiros, o livro está sendo lido na Áustria, Argentina, Chile e Estados Unidos.

As sete mulheres, as sete qualidades de Iansã representadas pelas personagens Bárbara, Ayana, Samara, Tiana, Fabiana, Ana e Iracema ganharam o mundo. Sete Ventos tirou passaporte e está empretecendo as rotas internacionais!

Já tem o livro? Entre em contato e envie suas impressões, depoimentos, resenha, que nós publicamos em nossa página. Ainda não tem? Entre em contato com a nossa produtora que ela passa as coordenadas. E-mail: deboradeoliveira2014@gmail.com ou contatodeboraalmeida@gmail.com

Tem também a página no facebook: https://www.facebook.com/sete.ventos.5/

 

Quem disse que livro não voa?

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Deixem as crianças em paz!

As pessoas tem uma mania chata de decidir tudo pelas crianças, como se elas não fossem capazes de escolher nem entre um copo de água e um molho de urtiga. Se uma criança verbaliza que não quer estudar em uma escola por causa da filosofia do local ou porque simplesmente ela não se identifica, ela deve ser ouvida. O fato de ela ter menos experiência não significa que ela tem que ficar fora do processo decisório de sua vida. Um jovem passa a metade do seu dia (e às vezes o dia inteiro) na escola, por isso a sua opinião tem que ser ouvida sim! Não se pode expôr uma criança ao sofrimento pensando apenas no seu futuro, porque a vida é agora e o futuro é o resultado de uma experiência positiva no presente, por isso o agora tem que ser bom! Sob o pretexto da famosa frase: “Eu sei o que é melhor pra você.”, os adultos agem como se fossem donos das crianças quado não são. Diálogo, negociação, escuta e acolhimento fazem parte do processo de educação. E não adianta forçar a barra, se a criança não quiser ficar, não haverá milagre que a fará estudar, ter boas notas, fazer amigos. Daí, ela deixa de ser uma pessoa para se tornar mais um número nos índices de evasão ou fracasso escolar. Cada número das estatísticas das Secretarias de Educação tem uma história bastante complexa por trás.

Tolerância ZERO

Começo e termino a semana ouvindo a mesma expressão babaca de que brasileiro não se mexe, brasileiro não reclama de nada, brasileiro aceita tudo de cabeça baixa.  Daí me dá uma irritação profunda, uma vontade de mandar tomarnaquelelugar, logo agora que eu volto de um encontro entre vários setores da sociedade onde discutimos questões relacionadas ao movimento negro, justamente agora que chego do Ocupa Rio, que está com várias pessoas acampadas na Cinelândia em busca de uma nova ordem. Daí eu leio de um outro que eu nem me interessei em saber o nome :”Brasileiro não faz nem uma manifestaçãozinha na praça.” Ah, vai!

Cartaz do Movimento A Casa Caiu- Ocupa Rio

Como é que esse povo que não faz nada em prol do bem comum tem a coragem de dizer isso?! Uma gente que não se mexe, que não quer se mexer, que não se importa com nada e nem com ninguém, mas que quer que alguma coisa mude. É essa gente que coloca toda a culpa na ignorância do povo e nos governantes sem se enxergar como ator da situação. Votou mal (não vou nem expor aqui em quem foi), não acompanha o que está acontecendo no cenário brasileiro e mundial, só assiste uma emissora de tv, só lê um jornal e duas revistas (e acha que já está bom), tem carrão e está sempre viajando. Pinta, quando abre a boca,  um cenário de um Brasil saído das páginas daquele único jornal. E depois dizem que é o pobre quem tem problema de autoestima.

Ah, isso me cansa tanto. Como uma pessoa pode se dizer brasileira e nunca ter ouvido falar em Movimento Negro, Movimento Sindical, Movimento das Empregadas Domésticas, CUT, os vários movimentos feministas, Movimento dos Sem Terra, indígenas e outros. Só uma pessoa extremamente alienada pode dizer com propriedade uma coisa como essa e se gabar disso.

Risquei um do meu caderninho por isso!

Não vou me alongar, mas deixo aqui meu desabafo, um pouco mais sutil do que o que eu deixei no facebook: gostaria muito de mandar todo esse pessoal para dar um pulo em um rio Amazonas com sua diversa fauna com línguas tão afiadas e interesses tão individualistas quanto os delas.