Notícias

Morre Abdias do Nascimento, nosso griot brasileiro

No dia 23 de maio de 2011, morreu aos 97 anos Abdias do Nascimento, um ícone do Movimento Negro Brasileiro.  Abdias foi fundador do Teatro Experimental do Negro, que revelou atores e atrizes negras de grande talento e reconhecimento como Ruth de Souza.

Segue abaixo um texto sobre sua vida e obra retirado do site do IPEAFRO, intituição fundada por ele em 1981, que tem como foco a inclusão da história e da cultura de matriz africana no ensino brasileiro.

ABDIAS NASCIMENTO

 

Escritor, artista plástico, teatrólogo, político e poeta, Abdias Nascimento foi um dos maiores ativistas pelos direitos humanos e deixou um legado de lutas pelo povo afrodescendente no Brasil.

Abdias Nascimento participou da Frente Negra Brasileira nos anos 1930 e ajudou a organizar o Congresso Afro-Campineiro em 1938.

Durante viagem a vários países da América do Sul como integrante do grupo de poetas Santa Hermandad Orquídea, resolveu criar um teatro negro como arma de luta contra a discirminação racial.

Na volta ao Brasil, foi preso por resistir a agressões racistas e criou naPenitenciária de Carandiru, em 1941, o Teatro do Sentenciado.

Ao sair da penitenciária, fundou no Rio de Janeiro, em 1944, o Teatro Experimental do Negro, que rompeu a barreira de cor nos palcos brasileiros e formou a primeira geração de atores e atrizes dramáticos negros do teatro brasileiro, além de propiciar a criação de uma literatura dramática afro-brasileira.

Organizou eventos históricos como o 1o Congresso do Negro Brasileiro (1950) e a Convenção Nacional do Negro (1945-46), que propôs à Assembléia Nacional Constituinte de 1945 políticas afirmativas e a definição da discriminação racial como crime de lesa-Pátria.

O Teatro Experimental do Negro assumiu em 1950 o projeto Museu de Arte Negra, sob a curadoria de Abdias Nascimento. O MAN inaugurou sua primeira exposição em 1968 no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em seguida, Abdias Nascimento viajou aos Estados Unidos num intercâmbio com o movimento negro norte-americano. Encontrava-se na cidade de Nova York quando o regime militar promulgou o Ato Institucional n. 5. Alvo de vários Inquéritos Policial-Militares, Abdias foi obrigado a ficar no exterior, onde foi professor de várias universidades. Nesse período, ele desenvolveu sua própria atuação como artista plástico, pintando telas que transmitem os valores da civilização africana, da cultura religiosa afro-brasileira e da luta pelos direitos humanos dos povos africanos em todo o mundo. Participou, no Caribe, na África e nos Estados Unidos, de vários encontros do movimento internacional pan-africanista.

Após 12 anos no exílio, Abdias Nascimento retornou ao Brasil e inseriu-se no cenário político como deputado federal. Propôs em 1983 o primeiro projeto de políticas públicas afirmativas. Continuou defendendo essa proposta, no período de 1991 a 1999, como senador e como titular fundador da Seafro (Secretaria de Defesa e Promoção da População Afro-Brasileira) e da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Vem sendo agraciado com honrarias nacionais e internacionais, como por exemplo o Prêmio Mundial Herança Africana do Centro Schomburg para Pesquisa da Cultura Negra, Biblioteca Pública de Nova York (2001); o Prêmio Toussaint Louverture (2004) e o Prêmio Direitos Humanos e Cultura da Paz (1997), ambos da Unesco; e o Prêmio de Direitos Humanos da ONU (2003).

Na ocasião da 2a Conferência Mundial de Intelectuais Africanos e da Diáspora (2006), iniciativa da União Africana e do Governo Brasileiro, Abdias Nascimento recebeu do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a mais alta honraria outorgada pelo Governo do Brasil, a Ordem do Rio Branco no grau de Comendador.

A Câmara dos Vereadores do Município de Salvador outorgou-lhe a cidadania soteropolitana e a Medalha Zumbi dos Palmares em 2007. Ele recebeu homenagem do 4o Festival Internacional de Cinema Negro (São Paulo), bem como o Prêmio Ori da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro pelo conjunto de sua obra literária.

A Universidade Obafemi Awolowo, de Ilé-Ifé, Nigéria, outorgou-lhe, em 2007, o título de Doutor em Letras, Honoris Causa.

O Conselho Nacional de Prevenção da Discriminação, do Governo Federal do México, outorgou a Abdias Nascimento o seu prêmio em reconhecimento à contribuição destacada à prevenção da discriminação racial na América Latina (2008).

O Ministério da Cultura outorgou-lhe a Grã Cruz da Ordem do Mérito Cultural (2007), e em 2009 ele recebeu do Ministério do Trabalho a Grã Cruz da Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas. Ambas são as mais altas honrarias do Governo Federal do Brasil em suas respectivas áreas.

Ainda em 2009, recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Universidade de São Paulo e o Prêmio de Direitos Humanos na categoria Igualdade Racial da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil.

Abdias Nascimento foi Professor Emérito da Universidade do Estado de Nova York e Doutor Honoris Causa pelas Universidades de Brasília, Federal e Estadual da Bahia, Estado do Rio de Janeiro, e Obafemi Awolowo da Nigéria. Em 2010 ele foiindicado oficial ao Prêmio Nobel da Paz em função de sua defesa consistente, desde o século passado até hoje, dos direitos civis e humanos dos afrodescendentes no Brasil e no mundo (ver entrevista recente na Folha de São Paulo).

Abdias Nascimento faleceu no Rio de Janeiro em 23 de maio de 2011, aos 97 anos. O reconhecimento de sua obra foi expresso pelas inúmeras mensagens de condolências vindas de todas as partes do Brasil e do mundo diaspórico.

A família de Abdias Nascimento e o Ipeafro, instituição que ele criou, marcaram o dia 13 de novembro de 2011 para realizar o desejo dele, expresso em vida, de suas cinzas serem levadas à Serra da Barriga, local histórico da construção da vida em liberdade dos africanos e seus descendentes no Brasil e nas Américas.

Visite o site do IPEAFRO: www.ipeafro.org.br

Viradão carioca adiado

Em decorrência das chuvas e do caos instalado na cidade e no estado do Rio de Janeiro, o Viradão Carioca foi adiado. O eventos acontecerá entre os dias 23 e 25 de abril.

Mais informações:
RPM Comunicação – Assessoria de Imprensa Viradão Carioca
http://www.rpmcom.com.br
Lívia Rodrigues – livia@rpmcom.com.br
(21) 3478-7403 / 8139-4272
Gardênia Vargas – gardenia@rpmcom.com.br
(21) 3478-7415 / 8272-2335

LEAD Comunicação – Assessoria de Imprensa Secretaria Municipal de Cultura
http://www.leadcomunicacao.info
Flávia Tenório – leadcom@terra.com.br
(21) 2222-9450 / 9348-9189

Site do Viradão: http://www.viradaocarioca.net.br/

Fonte: site do Viradão. Rio de Janeiro, 07 /04/2010

Câmara dos EUA aprova reforma no sistema de saúde

Por John Whitesides e Donna Smith

WASHINGTON (Reuters) – A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deu aprovação final para a reforma no sistema de saúde do país no domingo, expandindo a cobertura para quase todos os norte-americanos e dando ao presidente Barack Obama uma vitória histórica.

Numa votação de 219 votos favoráveis e 212 contrários, os democratas da Câmara aprovaram as mudanças mais significativas nas políticas de saúde em quatro décadas. O projeto, já aprovado pelo Senado, vai agora para a sanção de Obama.

A reforma ampliará a cobertura para 32 milhões de norte-americanos, expandindo o plano de saúde do governo para os pobres, impondo novas taxas aos mais ricos e proibindo práticas de seguradoras como se recusar a atender pessoas com problemas médicos preexistentes.

A votação põe fim a um ano de batalhas políticas com os republicanos, que consumiu o Congresso dos EUA e abalou as taxas de aprovação de Obama.

“Nesta noite, num momento em que especialistas diziam que não era mais possível, nos elevamos sobre o peso da nossa política”, disse Obama no final da noite na Casa Branca.

“Essa lei não consertará tudo que afeta nosso sistema de saúde, mas certamente nos levará decisivamente na direção correta. É com isso que a mudança se parece”, disse.

Os democratas na Câmara comemoraram quando o número de votos chegou a 216, total necessário para a aprovação, e gritaram: “Yes, we can” (“Sim, podemos”), slogan da campanha que elegeu Obama. Todos os republicanos se opuseram ao projeto e 34 democratas se juntaram a eles ao votarem contra a reforma.

Republicanos e críticos na indústria da saúde disseram que a proposta de lei de 940 bilhões de dólares era uma intervenção autoritária no setor que ampliará os custos, aumentará o déficit orçamentário e reduzirá as escolhas dos pacientes.

Ambos os partidos se prepararam para mais uma batalha sobre a reforma do sistema de saúde na campanha para as eleições do Congresso em novembro, e opositores em todo o país prometeram desafiar a lei em nível estadual.

GRANDES MUDANÇAS

A reforma de saúde, principal prioridade doméstica de Obama, introduzirá as maiores mudanças no sistema de saúde norte-americano de 2,5 trilhões de dólares desde a criação, em 1965, do programa de saúde pública Medicare, voltado a idosos e deficientes.

A reforma exigirá que a maioria dos norte-americanos tenham cobertura de saúde, dará subsídios para ajudar trabalhadores de baixa renda a pagar pela cobertura e criará trocas em nível estadual onde os não-segurados possam comparar e escolher os planos.

Os deputados democratas também aprovaram um pacote de mudanças na proposta de lei do Senado no domingo. O Senado receberá esse pacote nesta semana sob regras de reconciliação orçamentária, o que precisa de apenas uma simples maioria para ser aprovado.

Republicanos disseram que iriam desafiar essas mudanças no Senado e acreditam que podem bloquear sua aprovação.

“Senadores republicanos agora farão tudo em nosso poder para substituir os gigantescos aumentos em impostos, cortes do Medicare e mandatos dentro das reformas que nossos constituintes têm exigido durante o debate”, disse o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell.

A indústria das seguradoras de saúde foi fortemente contra a reforma, mas as ações das seguradoras reagiram no final da semana passada enquanto investidores começaram a perceber que seus piores tremores não haviam se materializado.

A aprovação final da proposta de lei representou uma impressionante reviravolta desde janeiro, quando o projeto foi considerado morto depois que os democratas perderam um 60o voto crucial no Senado em uma eleição para a cadeira de Massachusetts na Casa.

Fonte: site do Yahoo: 22/03/2010

Barbie Negra na Vogue

A Vogue italiana está lançando um suplemento em homenagem aos 50 anos da boneca BarbieThe Barbie Issue – com um suplemento dedicado a Barbie Negra.

Capa do suplemento da Vogue

Capa do suplemento da Vogue

A primeira boneca Barbie foi criada em 1959 inspirada numa antiga briancadeira infantil de troca de roupas de papel em bonecas planas de cartolina. Em 1980 foi lançada a primeira Barbie Negra e nos anos 90 em homenagem aos seus 40 anos de lançamento tomou como referência a modelo Naomi Campbel.

Depois de lançar uma edição dedicada às principais modelos negras – Black Issue – em julho de 2008 , a Vogue italiana vai lançar agora uma edição comemorativa aos 50 anos da boneca Barbie exclusivamente com Barbies NegrasBlack Barbie.
_02_470_9198636212971438254

É mais uma homenagem à beleza negra feita pela editora-chefe da Vogue Itália, Franca Sozzani que declarou em entrevista: “ A Barbie tem sido um ícone por muita gerações, e é por isso que eu queria mostrar a importância disso através do tempo e dedicar a edição de aniversário à Barbie Negra.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s