Sete Ventos em São Paulo

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Feliz ano novo e sigamos para o trabalho. Débora Almeida levará o monólogo Sete Ventos para a cidade de São Paulo no próximo final de semana!

Participando da Mostra Corpo Terra- Mulheres em Solo, do SESC Interlagos, em São Paulo, Sete Ventos, monólogo baseado em depoimentos de mulheres negras e na mitologia afro- brasileira, a partir e Iansã, orixá feminino doas raios e ventos, será apresentado no dia 05 de março.

A Mostra apresentará criações cênicas de solos de mulheres, buscando uma reflexão que passe por temas como ancestralidade, territórios, pertencimentos, origens e exílio.

Sete Ventos será apresentado no SESC Interlagos (São Paulo) no sábado, dia 05 de março às 17h. O melhor: Grátis!!!

Local: Viveiro das Plantas/ SESC Interlagos.

Todas e todos estão convidados!

Segue toda a programação  da Mostra Corpo Terra- Mulheres em Solos:

link.http://www.sescsp.org.br/programacao/85502_CORPO+TERRA+MULHERES+EM+SOLOS#

Entrada gratuita, estão todos convidados!

Débora Almeida e Aldri Anunciação falam sobre Dramaturgia Negra no programa Ciência & Letras

Convidados pelo diretor teatral Renato Farias, Débora Almeida e Aldri Anunciação participaram do programa Ciência & Letras, falando sobre Dramaturgia Negra. O programa foi exibido no dia 09 de fevereiro e pode ser acessado abaixo.

http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=Nova-Dramaturgia-Negra-CEL-0315

Com programação dedicada à Literatura, Ciência e Letras já recebeu importantes escritores  e artistas negros, como os escritores Conceição Evaristo e Muniz Sodré, e o cineasta Joelzito Araújo. Todo o conteúdo do programa pode ser acessado pela internet.

Formation e vamos empretecer o Leblon!

Um clip que fala tudo o que muitos não querem ouvir sobre sobre os negros.

1-Autoestima:

“Eu amo o cabelo afro do meu bebê”
Eu amo meu nariz negro”

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2-A violência a qual a população negra é submetida:

“Parem de atirar nos negros”

3- A negligência em relação à dor negra:

“O que aconteceu depois de Nova Orleans?”

4- Empoderamento da mulher negra:

“Eu vejo, eu quero, eu posso/ Eu arraso.”

          Um clip que esfrega o cotidiano racista dos EUA (mas não só de lá, né gente?).
Sim, estou falando do último clip de Beyoncé, “Formation”, que além de tocar em todos esses temas, faz menção aos 50 anos dos Panteras Negras, Malcon X e toda a luta negra norte- americana.

          Mas falar de empoderamento negro incomoda. Falar de racismo incomoda. Dar luz à nossa história, colocando a nós negros no lugar de destaque, de ação, no lugar de heróis da própria luta incomoda e bagunça os olhares de quem aprendeu (e se conforma, e só quer se for assim) a ver a pessoa negra no lugar de subalternidade e marginalização.  Quem quer contar sempre a história do negro que apanha, que chora, que sofre, aguardando uma mão branca para o salvar, diminuindo assim a importância da luta dos negros, sua contribuição no processo civilizatório, apagando os nossos heróis e retirando nossas referências positivas.

Mas não! Além de sabermos tudo o que passamos cotidianamente para chegarmos vivos até o final do dia, pois toda pessoa negra é sempre um alvo, temos consciência do trabalho realizado por homens e mulheres negras da diáspora espalhada pela América em busca de dignidade para o nosso povo.

Para completar o “choque”, quem fala isso do alto do seu salto, e vestida por Givenchy, é uma mulher negra, linda, inteligente, empoderada, rica, que ao invés de estar colocando o seu lindo corpo a serviço do desejo dos homens, está cantando e dançando as músicas que ela compõe, do jeito que ela quer dançar para falar o que ela quer dizer. É petulância demais para quem não quer que a Terra gire! Há, há.            

          Para terminar, além de rebolar nos cômodos das casas que deveriam pertencer somente às famílias tradicionais sulistas, Beyoncé diz: “A melhor vingança é o seu dinheiro.” Lembrando que lugar de negro é onde ele quiser. Sabe de quem me lembrou? A advogada Samara de Sete Ventos: “Vamos empretecer o Leblon!”

Segue o vídeo:

 

 

Sete Ventos pelo Brasil e Mundo

Status: Estamos postando.

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Terminado o carnaval, hoje estamos fazendo o que fazemos desde o dia 24 de outubro de 2015, um dia após o lançamento do livro Sete Ventos: estamos postando. Pois é, o livro de Sete Ventos ganhou as estrada, os ares, já cruzou o Brasil, as Américas e o Atlântico. Hoje, além do Rio de Janeiro e outros estados brasileiros, o livro está sendo lido na Áustria, Argentina, Chile e Estados Unidos.

As sete mulheres, as sete qualidades de Iansã representadas pelas personagens Bárbara, Ayana, Samara, Tiana, Fabiana, Ana e Iracema ganharam o mundo. Sete Ventos tirou passaporte e está empretecendo as rotas internacionais!

Já tem o livro? Entre em contato e envie suas impressões, depoimentos, resenha, que nós publicamos em nossa página. Ainda não tem? Entre em contato com a nossa produtora que ela passa as coordenadas. E-mail: deboradeoliveira2014@gmail.com ou contatodeboraalmeida@gmail.com

Tem também a página no facebook: https://www.facebook.com/sete.ventos.5/

 

Quem disse que livro não voa?

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Multicidade. Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas

Entre os dias 31 de outubro e 07 de novembro de 2015 aconteceu na cidade do Rio de Janeiro, no Teatro Tom Jobim, o Multicidade- festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas. Diretoras, atrizes, bailarinas, estudantes, professoras de Teatro e outras áreas correlatas de todo o mundo estiveram no Rio de Janeiro apresentando suas produções, contagiando a cidade com suas múltiplas formas de comunicação e expressão.

Participei com a aula- espetáculo Sete Ventos Unplugged. Misto de palestra e performance.

Esse festival faz parte da Rede Magdalena Project, da qual já participo desde 2012. Considero um presente na vida de cada artista. Segue o vídeo, que pode falar um pouco mais sobre essa experiência.

Resenha de Sete Ventos. Melanina Acentuada

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Emocionada, a plateia do Teatro Dulcina aplaude o espetáculo de pé

Essa foi a resenha feita por Luciano Maza sobre o espetáculo Sete Ventos, apresentado no Melanina acentuada.

A contadora de mulheres

Sobre “Sete Ventos” na Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada

 Por Lucianno Maza

 O que é a Mostra Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada senão um espaço precioso para que todas as etnias possam ouvir as histórias das vidas e/ou das bocas negras? Sim, um ponto de encontro do pensamento e da memória para refletir sobre nossa contemporaneidade carregada de resquícios do passado e em plena transformação por um futuro de maior equidade entre os povos. Esses três tempos surgem em “Sete Ventos” que se resulta no acontecimento-agora da teatralidade.

 Chamam ‘griots’ os contadores de história na África. Em uma cultura transmitida pela oralidade, esses personagens das sociedades tribais são os responsáveis por entreter e fazer sonhar, mas também por transmitir valores e tradições que afetam o pensar e agir dos homens. Débora Almeida é a ‘griot’ desse espetáculo sobre cidadãs negras sob o signo de Iansã, vai ao mitológico africano para emergir em histórias dos cotidianos de luta dessas que carregam na cor e no sexo a exclusão e a força para arrebentar-se dos estereótipos.

A contadora de mulheres já começa confrontando seus ouvintes-espectadores. “Como é meu cabelo?” “Como é meu nariz?” “Como são meus lábios?” Evoca o fenótipo inescapável que tanto parece condenar a um destino no mundo. Seja na honesta reflexão pura sobre o alisar dos cabelos afros ou na arregimentação para uma invasão negra pelo poder e dinheiro ao bairro de classe média alta, a mulher negra surge em sete raios inspirados em depoimentos de figuras reais. Entre as histórias perpassam o abandono, a batalha, os anseios e também a felicidade.

Em cena, a ‘griot’ Débora Almeida nos encanta em suas falas. Com domínio e segurança, transita do humor à firmeza, passando por certa metateatralidade em seu discurso, tudo acompanhado por um corpo vívido e voz plena. Como crianças que pedem mais uma história e outra antes de dormir, ao final de “Sete Ventos” ficamos com o desejo de ouvir mais do que Débora Almeida tem a contar.

*Retirado do site Melanina Acentuada: http://www.melaninaacentuada.com.br/#!a-contadora-de-mulheres/upo3b

Lançamento do livro Sete Ventos. As sete mulheres inspiradas em Iansã viraram livro

No dia 23 de outubro de 2015, além de apresentar o espetáculo SETE VENTOS no Melanina Acentuada, também lançamos, pela editora Autografia, o livro SETE VENTOS.

A história de Bárbara e as sete personagens inspiradas em Iansã virou um lindo livro que traz o texto do espetáculo, fotos, trechos de depoimentos de mulheres entrevistadas, prefácio de Cristiane Sobral e poesia de abertura de Nina Silva.

Foi uma noite linda que contou com a presença de muitas pessoas ilustres e queridas.

Interessados em adquirir o livro, entrem em contato com a produtora: deboradeoliveira2014@gmail.com

        Seguindo a legenda em círculo: (1)Exempares do livro, (2)Débora Almeida em noite de autógrafos, (3)com Vanda Ferreira, da SPM, (4)com Elisa Larkin, do Ipeafro e                  (5)com Bárbara Santos do centro de Teatro do Oprimido.