Débora Almeida em entrevista ao CULTNE NA TV

No dia 16 de julho foi exibido o programa CULTNE NA TV com Débora Almeida sendo entrevistada por Ricardo Brasil. No programa, que também está disponível on line, Débora falou sobre o seu trabalho em teatro, o processo do espetáculo Sete Ventos e mulheres negras.

Segue o link com a entrevista completa:

 

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SETE VENTOS em Salvador

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Estivemos em salvador no último final de semana apresentando Sete Ventos no Festival de Dramaturgia Negra Melanina Acentuada. Como sempre, foi um sucesso e uma alegria enorme. Apresentamos em um lugar de muita história: o Centro Cultural da Barroquinha, uma antiga igreja construída em cima se um terreiro de Candomblé. Haja história e fundamento naquele lugar.

Fomos muito bem recebidos e já estamos com saudades.

Obrigada, Salvador.

Sigam a programação do festival Melanina Acentuada, que segue até 14 de agosto. Link: http://www.melaninaacentuada.com.br/

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Livro “A Escritora Afro- Brasileira”

Na última quinta- feira, 23 de junho, foi lançado o livro “A Escritora Afro- Brasileira-  Ativismo e Arte Literária”, organizado pela pesquisadora norte- americana Dawn Duke e lançado pela editora Nandyala.

O livro conta com textos de Conceição Evaristo, Esmeralda Ribeiro, Miriam Alves, Débora Almeida, Mel Adún e Cristiane Sobral.

Um trabalho iniciado em 2010 que, agora, em 2016 está sendo publicado.

Foi uma noite de muito orgulho e emoção na cena literária afro- brasileira.

O evento aconteceu no Terreiro Contemporâneo, sede da Cia de Dança Rubens Barbot e contou com as escritoras Lia Vieira, Elaine Marcelino  e Tatiana Pequeno na condução dos debates.

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Sentadas: Conceição Evaristo, Mel Adún, Esmeralda Ribeiro, Débora Almeida, Cristiane Sobral, Miriam Alves e Lia Vieira. De pé: Íris Amancio (Nandyala), Dawn Duke, Elaine Marcelino

Oficina de Poesia Boca Quente

Nesse dia 13 de maio, participando do Sarau Resistência Preta, Débora Almeida ministra, juntamente com Henrique Restier, oficina de poesia.

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O Sarau Resistência Preta é um encontro que busca o fortalecimento do movimento artístico de resistência da cultura negra na cidade do Rio de Janeiro.

A data escolhida, 13 de Maio, dia em que foi assinada a Lei Áurea, representa o início da cobrança pelo povo negro de uma dívida histórica.

Nesse dia vão se reunir artistas do movimento negro se apresentando em cenas, performances, música, debates, exibição de filmes, rodas. No Terreiro Contemporâneo, espaço de resistência localizado na Rua Carlos de Carvalho, 53, Centro do Rio.

Cheguem mais!

Sete Ventos em São Paulo

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Feliz ano novo e sigamos para o trabalho. Débora Almeida levará o monólogo Sete Ventos para a cidade de São Paulo no próximo final de semana!

Participando da Mostra Corpo Terra- Mulheres em Solo, do SESC Interlagos, em São Paulo, Sete Ventos, monólogo baseado em depoimentos de mulheres negras e na mitologia afro- brasileira, a partir e Iansã, orixá feminino doas raios e ventos, será apresentado no dia 05 de março.

A Mostra apresentará criações cênicas de solos de mulheres, buscando uma reflexão que passe por temas como ancestralidade, territórios, pertencimentos, origens e exílio.

Sete Ventos será apresentado no SESC Interlagos (São Paulo) no sábado, dia 05 de março às 17h. O melhor: Grátis!!!

Local: Viveiro das Plantas/ SESC Interlagos.

Todas e todos estão convidados!

Segue toda a programação  da Mostra Corpo Terra- Mulheres em Solos:

link.http://www.sescsp.org.br/programacao/85502_CORPO+TERRA+MULHERES+EM+SOLOS#

Entrada gratuita, estão todos convidados!

Débora Almeida e Aldri Anunciação falam sobre Dramaturgia Negra no programa Ciência & Letras

Convidados pelo diretor teatral Renato Farias, Débora Almeida e Aldri Anunciação participaram do programa Ciência & Letras, falando sobre Dramaturgia Negra. O programa foi exibido no dia 09 de fevereiro e pode ser acessado abaixo.

http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=Nova-Dramaturgia-Negra-CEL-0315

Com programação dedicada à Literatura, Ciência e Letras já recebeu importantes escritores  e artistas negros, como os escritores Conceição Evaristo e Muniz Sodré, e o cineasta Joelzito Araújo. Todo o conteúdo do programa pode ser acessado pela internet.

Formation e vamos empretecer o Leblon!

Um clip que fala tudo o que muitos não querem ouvir sobre sobre os negros.

1-Autoestima:

“Eu amo o cabelo afro do meu bebê”
Eu amo meu nariz negro”

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2-A violência a qual a população negra é submetida:

“Parem de atirar nos negros”

3- A negligência em relação à dor negra:

“O que aconteceu depois de Nova Orleans?”

4- Empoderamento da mulher negra:

“Eu vejo, eu quero, eu posso/ Eu arraso.”

          Um clip que esfrega o cotidiano racista dos EUA (mas não só de lá, né gente?).
Sim, estou falando do último clip de Beyoncé, “Formation”, que além de tocar em todos esses temas, faz menção aos 50 anos dos Panteras Negras, Malcon X e toda a luta negra norte- americana.

          Mas falar de empoderamento negro incomoda. Falar de racismo incomoda. Dar luz à nossa história, colocando a nós negros no lugar de destaque, de ação, no lugar de heróis da própria luta incomoda e bagunça os olhares de quem aprendeu (e se conforma, e só quer se for assim) a ver a pessoa negra no lugar de subalternidade e marginalização.  Quem quer contar sempre a história do negro que apanha, que chora, que sofre, aguardando uma mão branca para o salvar, diminuindo assim a importância da luta dos negros, sua contribuição no processo civilizatório, apagando os nossos heróis e retirando nossas referências positivas.

Mas não! Além de sabermos tudo o que passamos cotidianamente para chegarmos vivos até o final do dia, pois toda pessoa negra é sempre um alvo, temos consciência do trabalho realizado por homens e mulheres negras da diáspora espalhada pela América em busca de dignidade para o nosso povo.

Para completar o “choque”, quem fala isso do alto do seu salto, e vestida por Givenchy, é uma mulher negra, linda, inteligente, empoderada, rica, que ao invés de estar colocando o seu lindo corpo a serviço do desejo dos homens, está cantando e dançando as músicas que ela compõe, do jeito que ela quer dançar para falar o que ela quer dizer. É petulância demais para quem não quer que a Terra gire! Há, há.            

          Para terminar, além de rebolar nos cômodos das casas que deveriam pertencer somente às famílias tradicionais sulistas, Beyoncé diz: “A melhor vingança é o seu dinheiro.” Lembrando que lugar de negro é onde ele quiser. Sabe de quem me lembrou? A advogada Samara de Sete Ventos: “Vamos empretecer o Leblon!”

Segue o vídeo: