Débora Almeida em entrevista ao CULTNE NA TV

No dia 16 de julho foi exibido o programa CULTNE NA TV com Débora Almeida sendo entrevistada por Ricardo Brasil. No programa, que também está disponível on line, Débora falou sobre o seu trabalho em teatro, o processo do espetáculo Sete Ventos e mulheres negras.

Segue o link com a entrevista completa:

 

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Livro “A Escritora Afro- Brasileira”

Na última quinta- feira, 23 de junho, foi lançado o livro “A Escritora Afro- Brasileira-  Ativismo e Arte Literária”, organizado pela pesquisadora norte- americana Dawn Duke e lançado pela editora Nandyala.

O livro conta com textos de Conceição Evaristo, Esmeralda Ribeiro, Miriam Alves, Débora Almeida, Mel Adún e Cristiane Sobral.

Um trabalho iniciado em 2010 que, agora, em 2016 está sendo publicado.

Foi uma noite de muito orgulho e emoção na cena literária afro- brasileira.

O evento aconteceu no Terreiro Contemporâneo, sede da Cia de Dança Rubens Barbot e contou com as escritoras Lia Vieira, Elaine Marcelino  e Tatiana Pequeno na condução dos debates.

a escritora afro brasileira livro

as escritoras

Sentadas: Conceição Evaristo, Mel Adún, Esmeralda Ribeiro, Débora Almeida, Cristiane Sobral, Miriam Alves e Lia Vieira. De pé: Íris Amancio (Nandyala), Dawn Duke, Elaine Marcelino

8º Encontro de Cinema Negro- Brasil, África e Caribe

Com um Odeon lotado, deu-se início na noite do dia 27 de maio a cerimônia de abertura do 8º Encontro de Cinema Negro- Brasil, África e Caribe. Idealizado pelo saudoso ator e diretor de cinema Zózimo Bulbul e realizado pelo Afro- carioca de cinema. Foi uma noite linda. Um palco lotado de cineastas negros da África e diáspora. foi emocionante, vi nosso Zozó multiplicado pelo número de olhos brilhantes naquela sala de cinema. Mais uma vez fui a apresentadora. Transbordo de felicidade em fazer parte dessa história.

Odeon lotado

Odeon lotado

No palco com os cineastas e os realizadores Biza Viana e Joelzito Araujo

No palco com os cineastas e os realizadores Biza Viana e Joelzito Araújo

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Apresentando de frente para um Odeon lotado.

Pronta para apresentar. detalhe para os colares e brincos do Varal da Val- Coleção Babalakina.

Pronta para apresentar. detalhe para os colares e brincos do Varal da Val- Coleção Babalakina.

Mercedes Batista de volta ao Orum

 

Morre hoje Mercedes Batista, a primeira bailarina negra a dançar no Theatro Municipal. Referência na dança afro brasileira, para todos os artistas negros, foi mais do que uma bailarina, foi uma militante na arte pela cutlura e pela identidade do negro brasileiro, uma pioneira, que merece todas as nossas homenagens e gratidão.

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Segue um pouco de sua trajetória. (Fonte: Revista Afro/2011)

Ícone da dança no Brasil, qualquer bailarina que se preze conhece a história heróica e precursora de Mercedes Baptista, a primeira bailarina clássica negra brasileira, primeira mulher negra a passar no exigente concurso e fazer parte do corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Mercedes Baptista nasceu em 1921, no município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, em uma família humilde que vivia do trabalho de sua mãe, a costureira Maria Ignácia da Silva. Ainda jovem, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, exercendo diversas atividades profissionais.

Trabalhou em uma gráfica, em fábrica de chapéus e como não podia fugir a regra de grande parte das meninas negras de seu tempo, foi empregada doméstica. Trabalhou, também, em bilheteria de cinema; quando podia, assistia aos filmes; neste período acalentava o sonho dos palcos. Mobilizada por realizar seu sonho, começou a dedicar-se a dança.

Na década de 1960, Mercedes uniu sua formação erudita com a valorização da cultura negra, lançando o balé afro. Desbravadora, artista, foi além e junto com os carnavalescos Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona, introduziu a dança clássica no desfile da escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro, em 1963.As primeiras lições de ballet clássico vieram em 1945. Três anos depois, ela decidiu participar do concurso para o ingresso no Corpo de Baile do Theatro Municipal. Ao longo de sua carreira, sentiu na pele a discriminação que a afastava dos palcos. Sua formação na companhia e escola de dança Katherine Dunham certamente definiu os rumos do trabalho que desenvolveu no Brasil e que a coloca como a principal precursora da dança afro-brasileira.

Mercedes Baptista foi a coreógrafa da Comissão de Frente, que dançou o minueto, num cenário composto com a igreja da Candelária ao fundo. O Salgueiro ganhou o Carnaval, com um desfile que se tornou referência, influenciando e mudando o rumo dos desfiles das escolas de samba.

O trabalho de Mercedes Baptista foi fundamental para dar uma guinada na dança afro-brasileira. Sua entrada para o Corpo de Baile do Municipal foi cercada de mistério e preconceito, em 1948.

Segundo Mercedes, a seleção consistia em cinco etapas. No dia da última prova para mulheres, ela não foi avisada. Chorou e depois ficou sabendo que iria disputar com os homens. Como tinha facilidade para saltar, a prova não foi difícil e ela conseguiu entrar.

Em 2007, a bailarina foi homenageada pela escola de samba carioca Acadêmicos do Cubango sob o enredo “Mercedes Baptista: de passo a passo, um passo”. Sua história de luta e superação também foi tema do livro “Mercedes Baptista – A criação da identidade negra na dança”, do escritor Paulo Melgaço.

“Uma das maiores qualidades do trabalho da Mercedes foi o projeto social que ela realizou. Se não fosse pela Mercedes, muitos negros que hoje brilham nos palcos, seriam cozinheiros ou empregadas domésticos”, disse o autor na época do lançamento.

Seu legado é a valorização das culturas africanas e a introdução de elementos da dança afro a dança moderna brasileira, mas o maior deles é sem dúvida, seu exemplo de dignidade e superação.

Abaixo a sequencia do vídeo “Com os pés no chão”.

 

 

 

SETE VENTOS E O V ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA

Inicia-se nessa segunda-feira, dia 06 de dezembro o V Encontro de Arte de Matriz Africana, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O encontro é organizado pelo Grupo Caixa Preta.
Apresentarei o espetáculo SETE VENTOS nos dias 09 e 10 de dezembro.
A Programação segue abaixo.
V ENCONTRO DE ARTE DE MATRIZ AFRICANA
APRESENTA PANORAMA DA ARTE NEGRA

Evento exibe mais de 14 espetáculos gratuitos

de diversos estados brasileiros de 6 a 12 de dezembro

Propondo-se a fazer uma reflexão sobre o momento atual da arte negra e da diversidade brasileira, inicia-se nesta segunda-feira, dia 06 de dezembro, às 19h, no Teatro de Arena de Porto Alegre, o V Encontro de Arte de Matriz Africana. O Coral do Centro Ecumênico de Cultura Negra – Cecune fará a abertura do evento, seguido de coquetel para autoridades, imprensa, convidados e público em geral. Este ano, o Encontro foi contemplado com o Prêmio FUNARTE Festivais de Artes Cênicas. Ao todo, são 15 espetáculos de diversos estados brasileiros, além de debates e oficinas, tudo com entrada franca.

Organizado pelo Caixa-Preta, o Encontro de Arte de Matriz Africana aposta na afirmação das múltiplas identidades populares e das tendências contemporâneas de companhias de teatro e dança negras no Brasil. Visa a promover uma aproximação entre as diversas modalidades artísticas de matriz africana: teatro, dança, artes plásticas e cinema do Rio Grande do Sul e do Brasil, possibilitando a troca de experiências, pesquisas estéticas e conhecimentos, ocupando espaços tradicionais dedicados as artes cênicas. Desde sua primeira edição, o Encontro tem a curadoria de Jessé Oliveira, diretor do Grupo Caixa-Preta, responsável pela concepção e coordenação do evento.

Nesta edição, estarão presentes os seguintes espetáculos: Orirê (12), Os Sete Ventos (09), O Cheiro da Feijoada (12), Cia. Rubens Barbot (10), do Rio de Janeiro; Ponto Riscado (11), de Belo Horizonte; Negro de Estimação (08), de Recife; O Samba do Crioulo Doido (09), de São Paulo, junto aos espetáculos gaúchos Chão (10), Dois Nós na Noite (12), E Se África (11), Minas de Conceição Evaristo (10), Negrinho do Pastoreio (11) e o espetáculo musical Estandarte do Samba (11). Também serão realizadas oficinas com Gil Amâncio (BH), Carmen Luz (RJ) e Edson Cardoso (DF) e debates com Julio Moracen (Cuba), Ângelo Flávio e Evani Tavares (Salvador), Cuti e Maria Gal (SP), Cidinha da Silva (RJ), Wagner Carvalho (Berlin), e Cristiane Sobral (DF).

Ainda está prevista a estréia de Dois Nós na Noite, de Cuti, com o Grupo Caixa-Preta, interpretação de Adriana Rodrigues e participação especial de Márcio Oliveira e direção de Jessé Oliveira. Durante o Encontro será lançada a Revista Matriz, dedicada às artes de performance afro-brasileiras com artigos e ensaios dos mais importes investigadores da arte negra brasileira.

Entre os nomes que já estiveram no Encontro, desde sua primeira edição, podem ser citados: Rui Moreira (BH), Edson Cardoso (DF), Luiz de Abreu, Maria Gal, Jose Fernando Azevedo, Sidney Santiago (SP), Toni Edson (Florianópolis), Evani Tavares, Ângelo Flávio (Salvador), Hilton Cobra (RJ), Julio Moracen (Cuba) Daniel Amaro (Pelotas), Cia Os Crespos (SP), entre outros.

Todas as atividades artísticas são gratuitas para o público nos seguintes locais: Teatro de Arena, Teatro Renascença, Sala Álvaro Moreyra e Teatro de Câmara Túlio Piva.

Conheça os espetáculos participantes:

Negro de Estimação (Recife)

O quê: Espetáculo solo de teatro/dança do encenador, ator e bailarino Kleber Lourenço

Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 08 de dezembro, quarta-feira, 21h

Quanto: Entrada franca

O espetáculo NEGRO DE ESTIMAÇÃO é um solo de teatro/dança do encenador, ator e bailarino Kleber Lourenço com realização do Visível Núcleo de criação. A dramaturgia do trabalho tem como base a adaptação de oito contos do livro “Contos Negreiros”, do também pernambucano Marcelino Freire, ganhador do prêmio Jabuti de Literatura 2006 como melhor livro de contos. A Co-direção é de Marcondes Lima.

“Negro de Estimação” se desenrola partindo do estudo da ação dramática existente nos contos do livro. Durante 55 minutos de espetáculo, vão se revelando quadros que mostram a evolução do corpo negro, desde informações históricas aos questionamentos atuais. O corpo se desdobra em personagens que contam suas estórias e em movimentos fragmentados do universo das manifestações populares. Fala-se de identidade racial, religiosidade, exploração sexual, violência e racismo, permeados com humor, acidez e poesia, características fortes na obra de Marcelino. O espetáculo é indicado para maiores de 16 anos. O espetáculo estreou em 2007 no Festival Porto Alegre em Cena. De 2007 a 2009 foram realizadas 51 apresentações em temporadas e circulações pelo país, sendo visto por um público total de 5.280 pessoas.

Sete Ventos (Rio de Janeiro)

O quê: Espetáculo teatral com atuação e direção de Débora Almeida

Quando: 09 de dezembro, quinta-feira, 20h30min

Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quanto: Entrada franca

SETE VENTOS é um texto escrito e interpretado por Débora Almeida. É baseado em relatos de mulheres negras e no mito de Iansã. A proposta é trazer à cena personagens femininas que se identifiquem com o cotidiano da mulher brasileira a partir da fala da mulher negra. “Traçando um diálogo entre a ancestralidade e a contemporaneidade, pretendemos mostrar as influências das histórias vividas por nossos antepassados em nossas vidas e a força que adquirimos quando conhecemos essas histórias”, explica Débora, a autora. Iansã, deusa negra dos ventos, é a base inspiradora da peça. Iansã é a síntese da mulher contemporânea, a mulher que, por ser guerreira, transita entre os espaços masculinos e femininos, pois vai à guerra ao mesmo tempo em que tenta dar conta da cria, buscando para si uma nova identidade. A peça propõe, de forma poética, um encontro entre homens e mulheres, independente do seu grupo social, cultural ou étnico.

A história contada é de Bárbara, uma escritora negra, filha de Iansã. Ela relembra junto ao público, as suas histórias e as histórias das mulheres que a influenciaram. A atriz reveza-se entre as várias personagens apresentadas e cada uma representa uma qualidade de Iansã. Há, também, música e dança. A montagem foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz de Teatro/2009.

O Samba do Crioulo Doido (São Paulo)

O quê: Espetáculo de dança com Luiz de Abreu

Onde: Teatro Renascença, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 09 de dezembro, quinta-feira, 22h

Quanto: Entrada franca

Em O SAMBA DO CRIOULO DOIDO, Luiz de Abreu questiona a transformação do corpo negro em objeto ao longo da história do Brasil. Nu, vestindo apenas botas prateadas até as coxas, ele desconstrói o corpo reificado da mulata. O que resta são fragmentos de estereótipos que realçam a resistência do negro na história: restos de uma imagem imposta, descomposta durante o processo de elaboração de sua identidade subjetiva. Este trabalho foi desenvolvido pelo programa Rumos Dança do Itaú Cultural.

Chão (Porto Alegre)

O quê: Espetáculo de dança-teatro com Robson Duarte. Direção de Jessé Oliveira

Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua República, 575, Cidade Baixa)

Quando: Dia 10 de dezembro, sexta-feira, 18h

Quanto: Entrada franca

CHÃO é livremente inspirado nos rituais afro-brasileiros e em danças de matrizes africanas. O espetáculo é, antes de tudo, uma obra de apelo estético-sensorial. Uma investigação onde o corpo, local das experimentações, transita pelos limites entre o primitivo e o contemporâneo, o real e o imaginário. A obra mostra um homem iniciando-se em um ritual de passagem, e a partir da visão deste personagem, esse ritual vai sendo construído, reinventando aspectos e signos dessa tradição. Este ano, o espetáculo foi um dos destaques no Janeiro de Grandes Espetáculos em Recife e Olinda, e arrebatou o público no XV Festival Internacional de Danza em Paisajes Urbanos, Habana/Cuba, além de recentemente ter participado do “Olonadé – a Cena Negra Brasileira”, no Rio de Janeiro. Criação e interpretação de Robson Duarte, direção de Jessé Oliveira, orientação coreográfica de Luciane Coccaro e trilha sonora de Mano Sá.

Minas de Conceição Evaristo (Porto Alegre)

O quê: Recital poético-musical com Vera Lopes, Glau Barros, Josiane Acosta e Pâmela Amaro. Participação dos músicos Djâmen Farias e Oná Aby Àse.

Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Veríssimo, 307)

Quando: Dia 10 de dezembro, sexta, 19h30min

Quanto: Entrada franca

MINAS DE CONCEIÇÃO EVARISTO reúne poemas do livro “Poemas da recordação e outros movimentos” (Editora Nandyala), da escritora mineira Conceição Evaristo, ilustrados por uma trilha sonora composta por diferentes ritmos, que vão do jongo ao vissungo, passando pelo rap, samba e cantigas do domínio popular. O recital reúne a atriz Vera Lopes e as atrizes/cantoras Glau Barros, Josiane Acosta e Pâmela Amaro, acompanhadas dos músicos Djâmen Farias e Oná Aby Àse.

Na sonoridade deste espetáculo, busca-se a “mineiridade dos quiabos babentos da calma mineira”, ao mesmo tempo em que se procura homenagear a autora de “Ponciá Vicêncio” (2003). Nascida e criada numa antiga favela de Belo Horizonte, Conceição Evaristo trabalhou como doméstica, estudou magistério e só conseguiu emprego no Rio de Janeiro, onde consolidou a carreira de professora. Seus textos foram publicados nos Estados Unidos, na Inglaterra e na Alemanha.

40+20 (Rio de Janeiro)

O quê: Espetáculo de dança com a Cia Rubens Barbot. Direção Gatto Larsen

Onde: Onde: Teatro Renascença, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 10 de dezembro, sexta, 21h30min

Quanto: Entrada franca

O espetáculo 40+20 celebra os 40 anos do premiado bailarino Rubens Barbot e os 20 anos da Cia. de Teatro e Dança. É apresentado em duas partes, raro formato na criação de espetáculos pela companhia. A primeira delas será a montagem Clóvis, na qual o colecionador de gestos Rubens Barbot, juntamente com seus bailarinos, transfigurará para as suas corporalidades um pouco da poética da cultura dos bate-bolas do subúrbio dançante carioca. E já a segunda, Meu Mais Velho, cruzará experiências, passos, sensações, cenografia, sonoplastia, enfim toda a arte produzida por Barbot nessas quatro décadas de valorização da cultura negra brasileira. Para a realização desta coreografia Gatto Larsen e Cláudia Ramalho fizeram uma espécie de “curadoria” sobre a coleção de gestos, movimentos e imagens que Barbot (como a maioria o chama) pesquisou, criou e mais estiveram e estão ao longo das suas criações. Com esse material, Rubens, os bailarinos e a direção dialogaram construindo este painel negro e contemporâneo.

O espetáculo 40+20 foi financiado com o Prêmio Klaus Vianna da FUNARTE (2009) e o Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares (Petrobrás – CADON – 2010). Também conta com a parceria do Instituto Palmares de Direitos Humanos (IPDH) e com o apoio do Espaço Cultural Tom Jobim.

Ficha Técnica – Coreografia e Supervisão Coreográfica: Rubens Barbot | Assistência de Coreografia: Rubens Rocha | Coreógrafo Convidado: Luis Monteiro | Compositor, Músico e Intérprete: Gelson Oliveira | Compositor, Músico e criador de instrumentos informais: Décio Rocha | Elenco:,Carlos Maia, Rubens Barbot, Wilian Santiago, Wilson Assis, Ulisses Oliveira e Fagner dos Santos.

ZONA T (Rio de Janeiro)

O quê: Performance teatral com Juliano Barros

Onde: Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 10 de dezembro, sexta-feira, 23h30min

Quanto: Entrada franca

Concebida por Fabiano Nunes e Juliano Barros, esta performance teatral traz a Porto Alegre o ator Juliano Barros, protagonista de “Hamlet Sincrético”, montagem emblemática do Grupo Caixa-Preta. Radicado no Rio desde 2008, Juliano vem realizando cursos com diretores como Zé Celso Martinez Correa, entre outros. Atuou nos espetáculos “Amor de Dom Perlimplim com Belisa em seu Jardim”, com o Grupo Corpo Estranho, sob direção de Jessé Oliveira; “Brasil, um Sonho Intenso”, sob direção de Paulo Conte, e em “Transegun”, “Berço Esplêndido” e em “Hamlet Sincrético”, todos com o Grupo Caixa-Preta e direção de Jessé Oliveira. Cursou o Teatro Escola Porto Alegre (Tepa), sob coordenação de Zé Adão Barbosa e Daniela Carmona.

Negrinho do Pastoreio (Porto Alegre)

O quê: Espetáculo de bonecos com a Trupi di Trapo

Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 11 de dezembro, sábado, 16h

Quanto: Entrada franca

Montagem da Trupi di Trapu – Teatro de Bonecos, NEGRINHO DO PASTOREIO se propõe a revelar a beleza e a emoção da lenda do escravo que, maltratado pelo patrão, encontra na fé e na devoção à Nossa Senhora a sua libertação. Utilizando técnicas mistas de manipulação, a peça se desenvolve com a interatividade de um personagem real que conduz o espectador à um mergulho no imaginário, criando uma atmosfera de encantamento.

Ficha Técnica: Elenco: Anderson Gonçalves e Carmen Lima | Figurinos e adereços de Carmen Lima |Concepção de som e iluminação de Anderson Gonçalves | Bonecos do grupo |Texto e direção coletivas | Informações em: http://www.trupiditrapo.blogspot.com

Ponto Riscado (Belo Horizonte)

O quê: Coreografia e performance de Leandro Belilo. Direção de Gil Amâncio

Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua República, 575, Cidade Baixa)

Quando: Dia 11 de dezembro, sábado, 18h

Quanto: Entrada franca

PONTO RISCADO é o primeiro trabalho cênico do Coletivo Black Horizonte, formado pelo Vj Tatu Guerra, a artista visual Gabi Guerra, o musico Gil Amancio e o coreógrafo e dançarino Dewson Mascote.

Partindo do corpo como mídia primária e dos fluxos, encontros, confrontos, trocas entre esses artistas e suas máquinas abstratas, eles buscam através da improvisação, a criação de narrativas inspiradas no pensamento das culturas e das artes negras transoceânicas.

A performance é a imersão num ambiente intermídia, onde as relações entre corpo, imagem e som criam dimensionalidades e polifonias visuais e sonoras.

Em “Ponto Riscado”, os artistas utilizam as tecnologias digitais de áudio e vídeo, e incorporam as tecnologias de uso do corpo, da voz e do som presentes na arte negra contemporânea, como materialidade para esta criação. A direção e a música de cena são de Gil Amâncio. A vídeocenografia é assinada por Gabi Guerra e Tatu Guerra e a coreografia e performance são de Leandro Belilo.

E Se África? (Porto Alegre)

O quê: Espetáculo de contação de histórias, com Josiane Acosta. Direção de Toni Edson

Onde: Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 11 de dezembro, sábado, 20h

Quanto: Entrada franca

“E se ÁFRICA?” propõe uma viagem pela África de nossos ancestrais, a partir de contos que retratam questões como solidariedade, respeito e amor. Contos que encantam, ligados ao universo das águas. Seja rio, mar ou chuva, buscam-se gotas da afro-brasilidade por meio de narrativas de orixás. De forma sensível, usando recursos vocais e expressivos, o público é convidado a ver, ouvir e pensar em quantas Áfricas é possível se banhar. Os contos são interpretados pela atriz Josiane Acosta, licenciada em TEATRO pela UFRGS, sob direção e composição musical de Toni Edson, licenciado no mesmo curso pela UDESC e Mestre em Literatura brasileira pela UFSC. Um trabalho composto de mosaico cultural experimentado em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e na Bahia. Após a apresentação, será aberto um bate-papo para falar sobre o processo de criação, com a presença do diretor do espetáculo. Mais em http://negratriz.blogspot.com/

Ficha Técnica – Direção: Toni Edson | Elenco: Josiane Acosta |Figurinos: Toni Edson

Estandarte do Samba (Porto Alegre)

O quê: Espetáculo musical com Glau Barros e Grupo Flor de Ébano

Onde: Teatro Renascença, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: Dia 11 de dezembro, sábado, 21h

Quanto: Entrada franca

O espetáculo musical Estandarte do Samba se propõe a reverenciar os grandes nomes do samba brasileiro, unindo a cantora e atriz Glau Barros, em elogiável desempenho, aos músicos “Alemão” Charles Leonhardt (cavaquinho), Silfarney Alves (violão 6 cordas), Tuta (pandeiro), João Marcelo (surdo) e Cleber Junqueira (Tantan) – integrantes da Flor de Ébano, uma das bandas mais representativas do samba e do choro feitos no Estado. O show mostra a evolução do samba, a partir da interpretação de algumas das canções mais significativas do gênero, desde os primeiros registros musicais até a atualidade, acrescidas da leitura particular de cada um de seus intérpretes. Clássicos imortalizados por Zé Keti, Cartola, Nelson Cavaquinho irão figurar ao lado de Nei Lopes, Dona Ivone Lara e tantos outros. O sotaque gaúcho no samba não foi esquecido e será lembrado pelas canções de Lupicínio Rodrigues e Túlio Piva, bem como dos contemporâneos Zilah Machado e Ilsa Rocha. A direção musical é de “Alemão” Charles e a produção é de Sílvia Duarte. O espetáculo tem ainda a participação especial do ator, bailarino e coreógrafo Guilherme Ferrêra.

O Cheiro da Feijoada (Rio de Janeiro)

O quê: Espetáculo teatral com Iléa Ferraz

Quando/Onde: Dia 11 de dezembro, sábado, às 15h, no Quilombo dos Silva

Dia 12 de dezembro, domingo, às 12h, Sala Álvaro Moreyra, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quanto: Entrada franca

Preta-velha lavadeira, enquanto lava roupas, relembra uma feijoada que foi feita no tempo da escravidão e traz a tona fatos da história do Brasil, da formação do povo brasileiro. Iléa Ferraz dirige e interpreta sete personagens neste monólogo musical, que revela a importância da presença do cidadão afro-brasileiro na formação da cultura brasileira. O músico percussionista Rafael Duvale executa a trilha sonora do espetáculo composta de sambas, xotes e um inusitado funk. Iléa pesquisa e formaliza uma linguagem cênica, que entrelace as manifestações da cultura brasileira, da cultura africana e do teatro.O Cheiro da Feijoada já foi visto com enorme sucesso em inúmeras cidades e estados do Brasil e Angola

Ficha Técnica – Direção e interpretação: Iléa Ferraz | Texto: Thomas Bakk | Cenário: Iléa Ferraz | Figurino: Thaís Delgado

Dois Nós na Noite (Porto Alegre)

O quê: Espetáculo teatral com Adriana Rodrigues e participação de Márcio Oliveira. Direção de Jessé Oliveira

Onde: Teatro de Câmara Túlio Piva (Rua República, 575, Cidade Baixa)

Quando: Dia 12 de dezembro, domingo, 18h

Quanto: Entrada franca

Atriz, modelo, figurinista e coreógrafa, Adriana Rodrigues atuou em “Hamlet Sincrético” e “Antígona BR”. Pela criação dos figurinos de Hamlet Sincrético foi indicada ao Prêmio Açorianos de Teatro 2005, promovido pela Secretaria da Cultura de Porto Alegre.

A Reminiscência dos Tambores do Corpo no Âmago dos Homens Ifá na Crença do Maria, Marias… (Pelotas-RS)

O quê: Espetáculo de dança com a Cia. de Dança Afro Daniel Amaro

Onde: Teatro Renascença, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: 12 de dezembro, domingo, 19h30min

Quanto: Entrada franca

A montagem marca os 10 anos de existência da Cia. de Dança Afro Daniel Amaro. Com a proposta de agregar, em uma única obra, o retrospecto da companhia, buscou-se recorrer aos cinco espetáculos já montados ao longo de uma década. Narrando a trajetória do povo negro, o espetáculo aborda a retirada dos negros da África até a contemporaneidade brasileira. Remetendo ao cotidiano na África, valendo-se de movimentos que evocam a dança, os ritmos e a religiosidade da cultura africana, demonstrando a mescla cultural África – Brasil e, ainda, a reconstrução da identidade baseada na crença e na fé, a obra descreve uma tentativa de buscar a essência perdida de cada indivíduo, possibilitando a criação de novas formas de viver e de se expressar.

Intérpretes e bailarinos: Andressa Soares, Carol Paz, Fernanda Chagas, Janaina Gutierres, Luciele Pinto, Michael Duarte, Karina Azevedo, Thomas Marinho, Thuani Silveira, Roberta Rangel e Rogério Madruga.

Ficha Técnica – Figurinos: Ana Claudia Ferreira |Iluminação: Marcelo Leal | Sonoplasta: Flávio Rangel | Contraregra: Élvis Beles | Participação especial do músico: Jucá de Leon | Coreógrafos: Daniel Amaro, Márcia Loureiro e Mano Amaro | Direção Artística: Daniel Amaro.

Orirê- Saga de um Herói que confrontou a Morte (Rio de Janeiro)

O quê: Espetáculo teatral com Gustavo Mello e grande elenco

Onde: Teatro Renascença, CMC (Avenida Erico Verissimo, 307)

Quando: 12 de dezembro, domingo, 21h

Quanto: Entrada franca

A peça ORIRÊ – SAGA DE UM HERÓI QUE CONFRONTOU A MORTE tem direção e texto do ator global Gustavo Mello, com colaboração de Rodrigo dos Santos, que também protagoniza a montagem. A peça foi desenvolvida por atores e atrizes negros que participaram do Projeto OriRe – realizado entre os meses de janeiro e março de 2010, promovendo oficinas de teatro, dança e samba de roda baseadas no traço étnico afro brasileiro, numa iniciativa do Indec – Instituto de Desenvolvimento Cultural do Ilé Omiojúaro. A montagem foi contemplada com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009,

O espetáculo conta a história de um homem, desde a sua construção, do barro, ainda antes de nascer. Ao atingir a idade adulta ele decide partir para o mundo no intuito de conhecer outras culturas e povos. O Patriarca de sua cidade lhe impõe três importantes interditos, cuja desatenção poderá lhe levar à completa perda de identidade enquanto membro de seu grupo. O protagonista, seduzido pela possibilidade de viver experiências e sensações jamais concebidas ou admitidas pela comunidade a que faz parte, quebra o primeiro interdito ao se entregar perdidamente ao amor de uma mulher. Por ironia do destino, o objeto de seu amor morre, e ele decide partir no encalço da Morte para, numa conversa frente à frente, fazê-la “desmorrer” o seu Amor. Para isso, terá que quebrar outros dois interditos – andar em companhia da Loucura e procurar pela Morte.

No elenco estão Ágatha Oliveira, Daniele Duarte, Jorge Freire, Marcos Serra, Noan Moreira Gomes, Rodrigo dos Santos, Sarito Rodrigues e Valéria Monã.

Ficha Técnica – Texto – Gustavo Mello, com a colaboração de Rodrigo dos Santos e elenco |Direção – Gustavo Mello | Direção de Movimento – Ágatha Oliveira | Desenho de Luz – Jorginho de Carvalho | Cenário – Alexandre Sá | Figurino – Alexandre Sá e Amélia Sampaio | Sonorização – Filipe Pires | Música – Noan Moreira Gomes

Ficha Técnica

Realização: Grupo Caixa-Preta e Associação dos Amigos do Teatro de Arena

Financiamento: FUNARTE

Parcerias: Associação dos Amigos do Teatro de Arena – Teatro de Arena – CAC – Coord. de Artes Cênicas / Secretaria Municipal da Cultura Porto Alegre – Xirê – Jogodedança – Africanamente

Coprodução: Yahya Produções Artísticas

Coordenação geral e curadoria: Jessé Oliveira

Coordenação de produção: Nina Fola

Assistente de Produção: Mário Oliveira

Coordenação dos debates: Vera Lopes

Coordenação de recepção: Josiane Acosta

Logística de espaços: Adriana Rodrigues

Organização de oficinas e palcos: Robson Duarte

Técnica: Miguel Tamarajó (Jacka) – Paulo Rodriguez

Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

Lançamento do Livro Iansã de Helena Theodoro

Foi lançado na Livraria da Travessa, nessa segunda-feira, dia 16 de março o livro Iansã, de Helena Theodoro.  O livro faz parte da Coleção Orixás, da Editora Pallas, que propõe revelar lendas, a origem mitológica, as cores, os símbolos, os assentamentos, os traços psicológicos dos seus filhos de santo.

Helena Theodoro é doutora em Filosofia pela UGF, autora dos livros “Os Ibejis e o Carnaval”, “Mito e Espeiritualidade”.

Iansã, orixá feminina que representa os ventos. Ela é a tempestade, a mulher que traz o movimento e que equilibra o poder feminino com o masculino junto a Xangô. Iansã, caçadora, guerreira, mulher. Iansã pela fala de Helena Theodoro: “os mais velhos contam que as pessoas que são partículas da energia de Iansã são muito vivas, irriquietas, tendo o prazer de exercer uma profissão, apesar de serem ótimas administradoras de um lar. São também pessoas generosas que se preocupam mais em serem mais doadoras do que receptoras. São também guerreiras e perfccionistas.”

Sinopse: “Oyá recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra.

Em Iansã, rainha dos ventos e tempestades, a pesquisadora Helena Theodoro relaciona o poder dessa orixá com a luta e as conquistas das mulheres negras no Brasil. Neste mais recente volume da Coleção Orixás, encontramos as referências à presença de Iansã em nosso dia a dia, como um símbolo social da independência de todo um povo.”

Fui lá e tive a oportunidade de conhecer de perto essa importante mulher. Inteligente, bem humorada, simpática e necessária ao mundo. Convidei para a próxima temporada de SETE VENTOS (porque eu não sou boba) e saí com o meu exemplar autografado.

Como amo, adoro e respeito Iansã, posso ficar horas e páginas a falar sobre o seu mito. Deixo aqui minha homenagem às mulheres negras, às mulheres brasileiras, às nossas ancestrais que estão dentro de todas nós.