Sete Ventos

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Sete Ventos é um monólogo teatral baseado em depoimentos de mulheres negras e na mitologia de Iansã. É o resultado da pesquisa da atriz Débora Almeida sobre o universo feminino negro e a utilização dos símbolos da mitologia de Iansã nos Elementos da Linguagem Teatral.

Interpretação, direção, dramaturgia, pesquisa e direção de produção de Débora Almeida

O Projeto

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SETE VENTOS é um texto escrito por uma mulher a partir de várias outras mulheres. É baseado em relatos de mulheres negras e no mito de Iansã.
A proposta de SETE VENTOS é trazer à cena personagens femininas que se identifiquem com o cotidiano da mulher brasileira a partir da fala da mulher negra.
Traçando um diálogo entre a ancestralidade e a contemporaneidade, pretendemos mostrar as influências das histórias vividas por nossos antepassados em nossas vidas e a força que adquirimos quando conhecemos essas histórias.
Iansã, deusa negra dos ventos, é a base inspiradora de nossa história. Iansã é a síntese da mulher contemporânea, a mulher que, por ser guerreira, transita entre os espaços masculinos e femininos, buscando para si uma nova identidade.
SETE VENTOS é um espetáculo feminino, que propõe, através da realidade e da poesia, um encontro entre homens e mulheres, independente do seu grupo social, cultural ou étnico.
O LIVRO
Em outubro de 2015 foi lançado o livro SETE VENTOS, com o texto do espetáculo, fotos, trechos de depoimentos de mulheres negras entrevistadas, prefácio de Cristiane Sobral, poema de abertura de Nina Silva e artigo acadêmico sobre o processo de escrita do espetáculo.
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SINOPSE
A história contada é de Bárbara, uma escritora negra, filha de Iansã. Ela relembra junto ao público, as suas histórias e as histórias das mulheres que a influenciaram. A atriz reveza-se entre as várias personagens apresentadas e cada uma representa uma qualidade de Iansã. Há também música e dança. O ápice do espetáculo é o encontro da personagem principal com Iansã.

HISTÓRICO DO ESPETÁCULO


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2015

Março: SESC Duque de Caxias

Abril: Centro Cultural Dragão do Mar- Evento Curta O Gênero- Mostra de Artes Cênicas

Outubro: Melanina Acentuada- Teatro Dulcina/ Rio de Janeiro- Apresentação do espetáculo e lançamento do livro

Multicidade- Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas- Teatro Tom Jobim/ Rio de Janeiro

2014

Março: Semana Teixeira de Souza, em Cabo Frio

SESC Barra Mansa

Dezembro: Centro do Teatro do Oprimido- Comemoração de 5 anos de espetáculo. Espetáculo- celebração- agradecimento à Iansã.

2013

Contemplado com o Circuito Estadual das Artes, da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, fez turnê pelo interior do estado, nas cidades de Queimados, Quissamã e Bom Jardim.

2012

Mostra de Teatro Mulheres em Cena- Caxias do Sul, RS

Festival Internacional de Teatro Solos Férteis, Brasília- DF

Festival de Teatro A Cena Tá Preta- Salvador- BA

2011


Teatro SESI Jacarépaguá

MIMUNEGRA-  Mostra INternacional da Mulher Negra julho

Festival África Diversa

Núcleo AFROTUPIGEN- Secretaria Municipal de Educação/ 1ª Coordenadoria Regional de Educação- 26 de setembro

Escola Municipal Pereira Passos

V Encontro de Arte de Matriz Africana

2010

Temporada na Sede da Cia dos Atores- Contemplado com o Prêmio Myriam Muniz de Teatro

Temporada de 06 a 29 de agosto sempre às 19h no Teatro II do SESC Tijuca

Teatro Vila Velha- Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha- SEPROMI- Salvador

OLONADÉ_ O Teatro da Comuns- Rio de Janeiro

2009

Outubro -Estreia no Teatro Glaucio Gill

Novembro- SESC Jacarépagua

IBAM

FICHA TÉCNICA

Interpretação, encenação, dramaturgia e pesquisa
Débora Almeida

Supervisão cênica
Aduni Benton

Coreografia
Maria Gal, Denis Gonçalves e Débora Almeid

Assistência corporal
Denis Gonçalves

Iluminação
Jorge Raibott

Cenário
Derô Martim

Figurino
Jerry Fernando

Trilha sonora
Samantha Rennó e Raquel Coutinho

Fotografia
Guina Ramos, Zezinho Andrade e Dani Almeida

Op de som
Josué Fernandes

Op de luz
João Elias

Direção de produção
Débora Almeida

Saiba mais em: http://seteventosespetaculo.blogspot.com.br/ 

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 VÍDEOS

Sete Ventos embala celebração do Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha
Publicado por em 26/07/2010 (55 leituras)

Conduzido pela leveza da atriz Débora Almeida, o monólogo Sete Ventos mobilizou um público para lá de extasiado com um espetáculo que mergulha fundo na exposição da alma da mulher negra, sob a inspiração do mito de Iansã. Pauta do Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha, sábado e domingo, a promoção da Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi) celebrou o 25 de Julho, Dia da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha. Uma escolha feliz, considerando a identificação da plateia com as personagens, todas construídas a partir de falas reais.
Autora e diretora da obra, a atriz interagiu com o público encenando, cantando e dançando, trazendo à cena personagens femininas, pesquisadas e entrevistadas por ela mesma. Através dos seus relatos, Bárbara, uma escritora negra, filha de Iansã, expôs suas dúvidas e o seu processo de crescimento, baseado em uma educação que sempre privilegiou a referência a sua ancestralidade negra, mostrando a realidade do negro brasileiro, que tenta reconstruir sua trajetória e sua identidade cercado pelas contradições do cotidiano. “É uma peça sobre mulheres, escrita por uma mulher, a partir de várias outras mulheres”, resumiu Débora, que encerrou as apresentações ‘batendo um papo’ com a plateia.
“Nossa perspectiva foi realizar uma programação centrada em temas que apontam para o fortalecimento da autonomia das mulheres na sociedade e Sete Ventos condensa vários sentimentos, possibilidades, emoções e projeções dessas mulheres”, afirmou a secretária de Promoção da Igualdade, Luiza Bairros. Para trazer o espetáculo a Bahia, a Sepromi, através de sua Superintendência de Políticas para Mulheres (SPM), contou com a parceria da Bahiatursa, Defensoria Pública do Estado, Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba (Ceafro), Teatro Vila Velha e a co-responsabilidade dos órgãos colegiados, os conselhos de Defesa dos Direitos da Mulher (CDDM) e de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN).
Fonte: site da SEPROMI

http://www.sepromi.ba.gov.br/modules/noticias/item.php?itemid=107

SETE VENTOS- Fotografia de Zezinho Andrade

Comentários

“Alternando entre humor e força poética – e provocando, em certos momentos, uma interessante participação do público, que fica sentado em cadeiras em cima do palco -, as personagens constroem um diálogo entre si ao longo do espetáculo, e evidenciam, com grande sensibilidade, as subjetividades relativas a gênero e raça que perpassam as vidas das mulheres retratadas. A atriz reveza-se entre as várias personagens apresentadas, cada qual representando uma qualidade de Iansã.
Recomendadíssimo!”
Fonte:Blog Meu Jazz

http://meujazz.wordpress.com/2009/10/14/sete-ventos-com-debora-almeida/
“Gostei muito do espetáculo, de como cada mulher pode ser um pouco delas todas ali apresentadas em algum momento da vida. Ou desejar ter sido ou ser mais Samara quando sofremos algum preconceito, por exemplo(…)tem uma coisa de familiaridade, de intimidade, que é diaspórica, inclusive.”

Cristina Lopes
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“Gostaria que meus amigos tivessem a mesma satisfação que tive ao assistir SETE VENTOS, pois me emocionei demais, me diverti demais e pude constatar mais uma vez que você (Débora Almeida) veio para isso.”
Rita de Cássia
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“Monólogo é pauleira, hein, mas você estava muito bem. O vermelho estava na medida. O texto é de uma força incrível. A sua voz muito bem trabalhada. Que bom conhecer essa Débora que sabe medir as palavras, suavizar temas densos sem cair em uma ironia gratuita. Os personagens afloravam de maneira natural. Levei minha mãe comigo que adorou.”
Ana Carla
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“Amei a sua atuação, o texto, sem comentários. É isso aí, nascemos com um potencial. A questão é oportunizar e valorizar. Você contribuiu para o meu crescimento pessoal”
Sílvia(professora)
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“Hoje dois de outubro
vento soprado de sete cantos
saia a rodar semente plantada no palco
rebentos da atriz
ventre boca palavra
folhas cheiradas no corpo
velas no camarim
Oiá, é Oyá de braços largos
abraça a filha
fita vermelha a laçar o vestido da atriz
Axé
são 19h e vibro por ti”
Angelo Fávio(diretor teatral)
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“A peça é maravilhosa. Você é talento puro.”
Célia Reis(apoiadora)
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“A presença da atriz como protagonista desse espetáculo vem reforçar o time de atores e atrizes negras como protagonistas de obras dramatúrgicas, sejam no teatro, cinema ou TV. “
Maria Fernanda Abel (atriz e professora de teatro)

SETE VENTOS- Foto de Guina Ramos

 

Contato

contatodeboraalmeida@gmail.com

Blog: http://seteventosespetaculo.blogspot.com

Foto de Zezinho Andrade

Apoiadores em 2009

  • Cantina Donanna
  • Centro Cultural José Bonifácio
  • Clube de Teatro
  • Clube do Assinante-O Globo
  • COBRA
  • Crescer e Viver
  • Curves
  • Célia Reis Esteticista
  • FUNARJ- Rio 2016
  • Governo do Estado do Rio de Janeiro
  • IBAM/ A Cena da Cidade
  • Instituto Arte da Beleza
  • Muene Cosméticos
  • O Costureiro
  • Secretaria das Culturas/RJ
  • Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro
  • SINDSPREV
  • UNEGRO

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2 pensamentos sobre “Sete Ventos

  1. Oi Debora, tudo bem?
    Acho que ainda não nos conhecemos(eu acho).

    Desenvolvo, de forma simples, um trabalho plástico que chamo de “Mulheres Negras”. É um trabalho que foi inspirado em várias nuances africanas e brasileiras, mas voltado pelo feminino. O trabalho é razoável,mas já possuo alguns admiradores dele, o que me deixa muito feliz.

    Fui convidado a fazer mais uma mostra do trabalho no SESC de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Da outra vez que participei, levei um trabalho da minha série oratórios, que falava um pouco do sincretismo dos orixás com os santos da igreja católica. E agora, para a futura e pequena mostra, tenho o desejo de fazer um trabalho inspirado nas mulheres negras guerreiras.

    Quero conhecer um pouco a respeito das Candaces. E soube, pelas minhas pesquisas que vc participou do espetáculo “Candaces, a reconstrução do fogo” também como pesquisadora. Certo? E eu realmente não estou encontrando muita coisa. Adquiri alguns livros da editora Pallas, da coleção orixás, no caso o livro que fala de obá, que fala vagamente algumas coisas. Acontece que eu preciso de imagens para saber da indumentária e não estou encontrando, ou não estou sabendo procurar.

    Você teria algum material que me pudesse ser útil?
    Fico muito agradecido se puder usufruir de sua generosidade.
    E não precisa ser apenas das Candaces, mas de qualquer grupo ou indivíduo feminino que traga a questão da resistência. Mas, como vc já tem um certo conhecimento das Candaces, achei que poderia ser mais prático.

    Agradeço se puder retornar e gostaria que aceitasse desde já o meu parabéns por seus trabalhos (teatro, dança, pesquisas, blogs, etc).
    Um bom domingo e uma semana cheia de energia.
    Fraternalmente,

    Henrique Martuscello
    Obs. Infelizmente não consegui deixar um rtecado no seu perfil do orkut

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